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Pesquisa da UFS analisa comportamento de crianças e adolescentes autistas durante a pandemia do novo coronavírus

Por Redação em 14/07/2020 às 09:36:21
Dúvidas de pais e responsáveis motivaram o desenvolvimento dos estudos. Levantamento analisa os efeitos do isolamento social no comportamento e na comunicação de crianças e adolescentes com TEA

FAE Business School/Arquivo

Pais e responsáveis por crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) com idades entre 2 e 18 anos podem participar de um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), respondendo a um questionário virtual. O levantamento analisa os efeitos do isolamento social causado pela pandemia da Covid-19, no comportamento e na comunicação dessa público.

Uma nota da Sociedade Brasileira da Pediatria alerta que crianças autistas não fazem parte do grupo de risco, exceto as que têm comorbidades, como diabetes. Entretanto, elas possuem risco aumentado de contágio, em função da hiperreatividade sensorial da exploração pelo olfato, como cheirar, colocar na boca e tocar objetos.

De acordo com a coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Linguagem e Comunicação Alternativa da UFS (GEPELC) e professora de Fonoaudiologia da UFS, Rosana Carla do Nascimento Givigi, o período está levantando muitas dúvidas.

"Além dos nossos pacientes, nós começamos a receber pedidos de outras famílias para saber o que fazer com os meninos por conta das alterações de comportamento e linguagem. Daí, surgiu a ideia da gente averiguar que problemas são esses que estão aparecendo neste período para que possamos fazer um plano de intervenção posterior. Pensamos tanto em produzir um material escrito sobre alternativas e possibilidades de trabalho em casa, como também nós pretendemos, a partir dos resultados, pensar possíveis soluções e fazer uma intervenção mais direta através do teleatendimento e a teleorientação, que possam garantir às famílias uma parceria num momento tão difícil", disse.

Um outro objetivo do estudo é que as pessoas com TEA estejam na pauta das políticas públicas, já que é um grupo vulnerável e que, nesse momento, além de estar sem a escola, fica sem o apoio psicológico, fonoaudiológico, terapia ocupacional e dos tratamentos que são submetidos normalmente.

Responder ao questionário leva cerca de 15 minutos. Clique aqui para ter acesso.

O grupo

Em funcionamento desde 2008, o GEPELC, ligado ao Departamento de Fonoaudiologia da UFS, atende crianças e adolescentes com dificuldades de comunicação e aprendizagem. O público- alvo são indivíduos autistas e com deficiência motora severa. Para mais informações, os interessados nos atendimentos podem acessar a rede social ou enviar um e-mail para [email protected]

Fonte: G1

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