Reclama PB

Ranielle vive pressão inédita no Campinense, e jogo contra o Manaus é visto como decisivo

Informações de bastidores dão conta de que qualquer resultado diferente de uma vitória neste sábado, no Amigão, encerrará o trabalho do técnico no clube. Mas a diretoria rubro-negra nega

Por Redação Paraíba Atual em 10/06/2022 às 14:36:31

A maré calma que Ranielle Ribeiro vinha enfrentando em grande parte do tempo em que está a frente do Campinense parece que se foi de vez, e a tormenta vem tomando conta do Alto da Bela Vista. A sequência de sete partidas sem vencer na Série C do Brasileiro, a pior do clube na história da competição, ligou todos os sinais de alerta no Rubro-Negro. Nos bastidores, há quem diga que o jogo deste sábado, contra o Manaus, será uma prova de fogo para o treinador e que só uma vitória é capaz de mantê-lo no clube. A diretoria nega e dá respaldo à sequência do trabalho.

Ranielle Ribeiro tem caminhada vitoriosa no Campinense mas passa por momento difícil na Série C — Foto: Cristino Martins / O Liberal

Ranielle Ribeiro é um dos técnicos mais vitoriosos defendendo o Campinense. Ele chegou logo após um início trágico de temporada em 2021, com o fatídico 7 a 1 contra o Bahia na Copa do Brasil e uma estreia com derrota para o São Paulo Crystal no Paraibano. E, em pouco mais de um ano à frente do Rubro-Negro, o treinador quebrou tabus e alcançou metas antigas, como o sonhado acesso para a Série C.

Ele conquistou também o bicampeonato estadual, sendo que o segundo desses dois títulos aconteceu de forma invicta, um vice-campeonato brasileiro da Série D, além de garantir o retorno do clube para a disputa da Copa do Nordeste, o que não acontecia havia quatro anos. No Campeonato Paraibano deste ano, além de não perder, em algumas partidas o técnico bancou um time alternativo, como na vitória por 3 a 0 fora de casa, contra o Nacional de Patos, mostrando toda sua visão e competência diante do grupo.

Ranielle nunca perdeu uma partida do Campeonato Paraibano, em duas edições disputadas — Foto: Samy Oliveira / Campinense

Na Série C, o time começou bem: foram duas vitórias seguidas, contra o Atlético-CE por 1 a 0, fora de casa, e contra o Brasil de Pelotas, por 2 a 0, no Amigão. Na rodada #3, um jogo de alto nível contra o ABC, no Frasqueirão, que acabou com derrota por 1 a 0 e muitas queixas contra a arbitragem, reclamações que aconteceram também no empate em 1 a 1, em casa, com a Aparecidense.

Campanha preocupante na Série C

Todos os elementos positivos, agora, são deixados de lado. São muitos fatores que levaram a corda a esticar para o lado do técnico. A primeira crise, que havia acontecido com a má participação do time na Copa do Nordeste, e que ficou adormecida pela campanha invicta do bicampeonato paraibano, voltou com intensidade nesta Série C, após sete jogos seguidos sem vencer. Os dois últimos resultados aumentaram mais ainda a pressão.

Triunfo do Vitória no Amigão aumentou a pressão diante do Campinense na disputa da Série C — Foto: Samy Oliveira / Campinense

A derrota em casa para o Vitória, a goleada da última segunda-feira contra o Remo, os pontos perdidos em casa e a pressão da torcida por mudanças no time são elementos que levaram a uma situação nunca vivida pelo técnico no clube. O time ocupa a 16ª colocação na tabela, ficando fora da zona de rebaixamento apenas por ter um cartão vermelho a menos que o Confiança, que abre o Z-4.

Responsabilidade pela goleada contra o Remo

Apesar de tudo que vem acontecendo no Brasileiro, antes da partida contra o Remo, o Campinense tinha a melhor defesa da competição, com apenas cinco gols sofridos. Depois do confronto, tomando quatro gols e perdendo esse posto, onde a maioria dos tentos foram por falhas na defesa, o técnico assumiu a responsabilidade e a culpa pelo resultado.

— A derrota tem que ser creditada a minha pessoa. Mudei a nossa zaga, visando sanar o problema da bola aérea, mas infelizmente apareceram outros, então a culpa é única e exclusiva minha. Tenho que trazer essa responsabilidade para mim. O torcedor está chateado, mas quero que eles saibam que todos nós estamos também — disse o técnico.


Goleada contra o Remo intensificou a pressão no grupo da Raposa — Foto: Samara Miranda / Remo


Ranielle balança no cargo?

Nos bastidores do clube, circula a informação de que, caso uma vitória não venha neste sábado, contra o Manaus, no Amigão, Ranielle não se sustenta no cargo. De forma oficial, a diretoria nega, como afirmou o diretor de futebol, Rômulo Farias.

— Não (procede a informação da iminente saída do técnico). Ranielle tem contrato até o final do ano — resumiu o dirigente.

Rômulo Farias afirmou que Ranielle não deixará o Campinense mesmo com um novo revés — Foto: Samy Oliveira / Campinense

A situação é complicada. Os últimos números no Brasileiro não ajudam, mas Ranielle já demonstrou capacidade de recomeçar e sair de situações adversas, como assim que chegou ao clube, e é nisso que o torcedor se apega. O Campinense tem mais 10 jogos para conseguir uma reviravolta e sair desse cenário caótico, e o foco é imediato já no duelo deste sábado, em casa, contra o Manaus, onde só a vitória interessa, para seguir fora do Z-4, e também para dar tranquilidade ao seu técnico.


Fonte: GE PB

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