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PF diz que Amarildo confessou assassinato de indigenista e jornalista no AM; 'remanescentes humanos' encontrados passarão por perícia

Os irmãos Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, e Oseney da Costa de Oliveira, o Dos Santos, foram presos durante investigações sobre desaparecimento de Bruno Araújo Pereira e Dom Phillips.

Por Redação Paraíba Atual em 16/06/2022 às 07:27:59

O superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Alexandre Fontes, confirmou na noite desta quarta-feira (15), em uma entrevista à imprensa, que Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como "Pelado", confessou ter assassinado o indigenista Bruno e o jornalista inglês Dom Phillips.

Os remanescentes humanos encontrados enterrados no local indicado por Amarildo serão encaminhados para perícia em Brasília. Confirmadas as identificações, serão entregues às respectivas famílias das vítimas.

Além de Amarildo, também está preso um irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como "Dos Santos", mas, segundo a PF, ele não confessou envolvimento no caso. A participação no crime de uma terceira pessoa, citada por Amarildo, está sendo investigada e novas prisões não estão descartadas.

De acordo com o superintendente da PF, as investigações seguem em sigilo e não é possível dizer a motivação do crime.

Ele afirmou ainda que Amarildo, em seu depoimento, relatou que matou os dois com disparos de arma de fogo, mas que apenas a perícia poderá dar certeza sobre a causa da morte.

'Remanescentes humanos' são encontrados durante buscas por indigenista e jornalista no AM

Os "remanescentes humanos" foram levados para o município de Atalaia do Norte no início da noite, em sacolas. De acordo com a Polícia Federal, eles devem ser encaminhados para perícia, em Brasília.

'Remanescentes humanos' foram transportados no início da noite. — Foto: Edmar Barros/AP

'Remanescentes humanos' foram transportados no início da noite. — Foto: Edmar Barros/AP

'Remanescentes humanos' encontrados durante buscas devem passar por perícia. — Foto: Edmar Barros/AP

'Remanescentes humanos' encontrados durante buscas devem passar por perícia. — Foto: Edmar Barros/AP

Reconstituição

Ainda segundo a PF, Amarildo fez a confissão na noite de terça, quando narrou em detalhes o crime. Durante o dia desta quarta, ele foi levado até o local onde enterrou os corpos. Ele também indicou onde afundou a embarcação que era usada por Bruno e Dom, mas a polícia só deve ir ao local nesta quinta-feira (16) para retirar a embarcação.

O restos mortais foram achados cerca de 3,1 km de distância de onde itens pessoais do indigenista e do jornalista, como cartão de saúde e notebook, haviam sido encontrados dias atrás.

Veja locais de principais acontecimentos do desaparecimento de indigenista e jornalista no AM. — Foto: Arte/g1

Veja locais de principais acontecimentos do desaparecimento de indigenista e jornalista no AM. — Foto: Arte/g1

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Guilherme Torres, as equipes percorreram o rio por cerca de 1h40 e depois caminharam mais 25 minutos em uma área de mata de difícil acesso até onde os corpos tinham sido enterrados.

No local, foi feita uma reconstituição do crime, com autorização da Justiça.

Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado — Foto: Reprodução

Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado — Foto: Reprodução

Objetos e embarcação encontrados

No domingo (12), a PF havia informado que foram encontrados um cartão de saúde com nome de Bruno Pereira e outros itens dele e de Dom Phillips, como uma mochila, um notebook e um par de sandálias na área onde são feitas as buscas. Os itens também deverão passam por perícia, em Manaus.

No dia anterior, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) afirmou ter encontrado uma nova embarcação em área de busca pelos desaparecidos, que pode pertencer a Amarildo.

Desaparecidos

Bruno e Phillips tinham sido vistos pela última vez na comunidade São Rafael, a cerca de 2 horas de lancha da sede de Atalaia do Norte e próxima à Terra Indígena Vale do Javari. A reserva é palco de conflitos relacionados ao tráfico de drogas, roubo de madeira e garimpo ilegal.

A procura pelos dois teve início no próprio domingo do desaparecimento, dia 5 de junho, por integrantes da Univaja. Como não conseguiram localizá-los, acionaram as autoridades, que passaram a procurá-los a partir do dia seguinte. As buscas envolveram o Exército, a Marinha, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e a PF, além de cerca de cem indígenas voluntários.




Fonte: G1

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