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MP-SP apura se grupo da 'Deep Web' incitou assassinos a massacre

Por Redação Paraíba Atual em 14/03/2019 às 15:20:29

Foto: TV Globo/Reprodução

O Ministério Público (MP) de São Paulo vai apurar se uma organização criminosa na internet está por trás do massacre em Suzano, ocorrido nesta quarta-feira (13). Outras linhas de investigação também são verificadas.

Dois assassinos mataram uma pessoa numa loja de carros e sete na Escola Estadual Professor Raul Brasil. Eles se mataram em seguida. Outras 11 pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave.

Um promotor do júri e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ambos do Ministério Público, querem saber se Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, foram incitados ao crime por membros do fórum Dogolachan na "deep web", um segmento da internet que não pode ser encontrado por buscadores como o Google e favorece o surgimento de redes e sites anônimos.

"A gente tem notícia de que os assassinos se comunicavam pela 'deep web' com outras pessoas. Isso, portanto, precisa ser investigado para se verificar se há uma organização criminosa atuando por trás da ação que cometeram", disse nesta quinta-feira (14) ao G1 o chefe do MP, o procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio.

O Ministério Público atuará diretamente com ao Polícia Civil, que já investiga o caso e busca saber qual foi a motivação do crime.

Informações preliminares da polícia indicam que Guilherme e Luiz premeditaram o crime, planejando ele por mais de um ano, e ainda pretendiam matar mais pessoas do que as 13 vítimas fatais do massacre de Columbine, ocorrido em 1999 nos Estados Unidos.

No massacre de Suzano, os assassinos eram ex-alunos da escola. Um dos mortos era um tio de Guilherme, que foi executado pelo sobrinho.

'Deep web'

Computadores usados pelos dois criminosos foram apreendidos pela polícia. Segundo investigadores, eles acessaram a "deep web" e buscaram informações sobre massacres cometidos em escolas americanas. Além disso, foram recolhidos cadernos com anotaçõesdeixados por eles no carro alugado e usado no crime.

"Muito obrigado pelos conselhos e orientações... esperamos não cometer esse ato em vão", teria escrito um dos assassinos dois dias antes do massacre em Suzano, no fórum Dogolachan na "deep web".

Smanio designou o promotor Rafael Ribeiro do Val e membros do Gaeco para apurarem se alguma organização criminosa colaborou para "eventual cometimento de crimes relacionados a terrorismo doméstico, como apontam os primeiros indícios". O termo terrorismo doméstico é usado para definir atentados cometidos por cidadãos contra o seu próprio povo ou governo.

Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro, os assassinos de Suzano - Foto: Reprodução

Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro, os assassinos de Suzano - Foto: Reprodução

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