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Aeroportos de João Pessoa e Campina Grande são leiloados nesta sexta-feira (15)

Leilão acontece na Bovespa, em São Paulo; é esperada uma concorrência maior pelo bloco do Nordeste.

Por Redação Paraíba Atual em 15/03/2019 às 15:28:53

Foto: Kleide Teixeira/Jornal da Paraíba

Os aeroportos de João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, serão leiloados nesta sexta-feira (15). O leilão será realizado pelo governo, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a partir das 10h. Essa é quinta rodada de leilões de aeroportos, que teve a primeira rodada realizada em 2011. Dessa vez, serão 12 aeroportos e a concessão dos terminais será dividido em três blocos: Nordeste; Sudeste e Centro-Oeste. Com a privatização, a Infraero perde o controle sob os aeroportos.

O bloco do Nordeste, além de João Pessoa e Campina Grande, é formado por Recife (PE); Maceió (AL); João Pessoa (PB); Aracaju (SE); Juazeiro do Norte (CE); e Campina Grande (PB). Segundo a Anac e Ministério da Infraestrutura, a movimentação estimada para os aeroportos dessas cidades, em 2019, é de R$ 13,2 milhões. A outorga mínima a ser paga à vista, pelo o bloco do Nordeste, é de R$ 171 milhões.

A previsão é que o leilão arrecade R$ 2,1 bilhões para a União ao longo da concessão e gere R$ 3,5 bilhões em investimentos. Os 12 terminais que serão licitados respondem por 9,5% de todo o tráfego aéreo doméstico do país, com quase 20 milhões de passageiros por ano, segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Anualmente, o aeroporto de João Pessoa movimenta 1,4 milhão de passageiros por ano e o de Campina Grande, 150 mil.

Além dos R$ 2,1 bilhões, o governo também arrecadará uma outorga fixa, que deve ser paga à vista. A outorga mínima dos três blocos é de R$ 219 milhões, vencerá o leilão quem der a maior oferta em cima desse valor.

Segundo Alberto Sogayar, sócio da área de infraestrutura da L.O.Baptista Advogados, é esperada uma disputa maior pelo bloco Nordeste. Segundo ele, além do grande potencial turístico da região, os terminais são os mais próximos à Europa, o que deve atrair a atenção de empresas europeias.

"Esses aeroportos também poderão ser usados como ponte para os demais aeroportos da América Latina. Seria o último porto seco antes da Europa. Esse é o bloco que vai gerar a maior competitividade e possivelmente o maior ágio", afirmou.

Fonte: G1 PARAIBA

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